Operação policial

Delegada revela que joias e relógios apreendidos na casa de Deolane eram falsos

Advogada está presa desde maio


Deolane Bezerra de roupa de frio preta e cabelo solto, olhando séria para a câmera
Deolane Bezerra em foto de viagem - Reprodução/Instagram

A delegada Maria Corsato, que atuou em uma das investigações envolvendo Deolane Bezerra, afirmou que as joias e relógios apreendidos na casa da advogada eram falsos. A operação citada por ela aconteceu em 13 de julho de 2022, quando a Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão na mansão da influenciadora digital.

Em entrevista ao Café com Pires, comandado pelo policial Léo Pires, a autoridade explicou que tentou minimizar o impacto da ação para a filha caçula da famosa, Valentina, que tinha apenas seis anos.

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De acordo com informações da coluna de Fábia Oliveira no Metrópoles, naquela época, foram apreendidos um relógio dourado da marca Bulgari, um relógio prateado da mesma marca, um relógio dourado da Rolex e outro relógio prateado também da Rolex. Todos esses itens, segundo Corsato, eram falsos.

"Falei assim ‘você tem uma filha, né? Eu não quero que ela veja a movimentação de policiais na sua casa, quero preservar ao máximo. Onde ela está vai ser o último lugar que a gente vai entrar. Quando a gente for entrar, nós vamos ficar em outro cômodo, tira sua filha e leva pra outro lugar’", lembrou a delegada.

Maria Corsato explicou que, durante as buscas, os agentes não encontraram valores em dinheiro: "Foi feito desse jeito. Não tinha nada, não tinha dinheiro. O que ela tinha de relógio e joia era tudo falso. Mesmo sendo falso, a gente trouxe. Tinha um computador pequenininho e o celular dela, que foram trazidos".

"Não foi pego nada da família, ela assinou o que tinha que assinar. Eu coloquei tudo na mesa da sala dela, foi filmado. Depois cumprimos outro mandado e os carros foram trazidos", detalhou.

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Advogada de Deolane teria questionado delegada

Segundo Maria Corsato, a advogada que defendia Deolane Bezerra em 2022, Adélia Soares, a encontrou na delegacia e iniciou um questionamento sobre a legalidade do cumprimento do mandado.

"Fomos pra delegacia e chegando lá está a advogada dela, a tal Adélia Soares. Aí [falou] ‘mas não pode’. Falei, ‘doutora, é a ordem judicial’. [E ela] ‘é, mas vocês são de São Paulo e foram cumprir em Barueri. Cadê o cumpra-se?’. Falei ‘está aqui o e-mail’", relatou.

A autoridade afirmou que explicou à ela que a autorização havia sido encaminhada eletronicamente pelo magistrado responsável: "‘Saiu o mandado de São Paulo, mandei pro juiz de Barueri e ele deu o cumpra-se no e-mail. [E ela insistiu] ‘mas ele não escreveu o mandado’. Falei ‘doutora, o e-mail dele aqui [mostrando o celular]. [E ela] ‘ele não escreveu, isso é ilegal’. [Eu disse] ‘então… [toma as providências]’".

"E ela sentou na minha frente e ficou 3 horas. Eu não tinha nada pra fazer, né? Eu tinha um milhão de coisas e ela ficou 3 horas falando na minha frente. Pelo respeito pela advocacia, chegou uma hora que falei ‘doutora, eu preciso continuar as coisas aqui’. E ela foi embora, [e perguntou] ‘e quando vai ser devolvido o carro?’. Falei ‘não sei’. [Respondeu] ‘vou entrar com o pedido’. Falei ‘pede lá pro juiz porque aqui é não, não sei quando vai ser. Eu tenho que olhar, não tenho data’", lembrou.

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