Ofensas

Samara Felippo trocou filha de escola após racismo de colegas: "Não foram expulsas"

Caso foi denunciado pela atriz publicamente há dois anos


Samara Felippo
Samara Felippo: "Eu já ia tirar a minha filha, porque voltando, ela foi revitimizada" - Foto: Reprodução/YouTube

Samara Felippo, de 47 anos, trocou a filha Alicia de escola após a menina ser vítima de racismo de colegas no Colégio Vera Cruz, uma instituição particular de alto padrão em São Paulo (SP). O caso foi denunciado publicamente pela atriz em 2024. A adolescente, hoje aos 15 anos, é fruto da relação da famosa com o ex-jogador de Leandrinho, de 43 anos.

Em participação no podcast Precisamos Conversar, Samara Felippo afirmou que a escola investigou o caso, mas decidiu apenas suspender as alunas que fizeram comentários racistas contra Alicia. As autoras acabaram deixando a escola por decisão dos pais.

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"Elas não foram expulsas, saíram por conta própria. Os pais tiraram elas depois de um tempo", contou a atriz. Após o episódio, a filha foi culpada por outros colegas pela saída das agressoras da escola.

Samara relatou: "Eu já ia tirar a minha filha, porque voltando, ela foi revitimizada. Virou um ambiente hostil para ela, porque os amigos culparam elas pelas amigas terem saído. 'Precisava disso tudo?'". Ela afirmou ainda que trata do assunto dentro de casa:

"A Alicia passou [por casos de racismo] mais umas duas vezes. E eu falo: 'Filha, não foi a primeira e não foi a última, porque é sobre como a sociedade te vê."

Samara Felippo
Samara Felippo com Alicia e Lara
Samara Felippo com as filhas Alicia e Lara - Foto: Reprodução/Instagram

Em 2024, duas alunas pegaram um caderno de Alicia, destruíram um trabalho que ela havia feito e escreveram uma ofensa de cunho racial em uma das páginas. A atriz registrou um boletim de ocorrência, e posteriormente as agressoras foram condenadas a praticar serviço comunitário.

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Na época, o Colégio Vera Cruz emitiu a seguinte nota: "Tomamos conhecimento de uma grave agressão racista entre alunos do 9º ano. Um caderno de uma aluna negra foi roubado, teve folhas arrancadas, uma ofensa de cunho racial altamente ofensiva foi escrita numa das páginas".

"Desde o primeiro momento, reconhecemos a gravidade deste ato violento de racismo, nomeando-o como tal, e imediatamente foram realizadas ações de acolhimento ao aluno agredido e sua família. Desde então, viemos trabalhando cuidadosamente sobre esse caso e nos comunicando muito intensamente com as famílias de todos os alunos envolvidos", finalizou o comunicado.

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