Crime

Gabz denuncia racismo policial em blitz: "Pergunta onde essa neguinha mora"

Atriz relata abordagem agressiva em Goiânia e desabafa sobre ser confundida com menino


Gabz
Gabz falou da sua experiência - Foto: Reprodução/Globo

A atriz Gabz afirmou neste domingo (22) que foi vítima de racismo durante uma abordagem policial em Goiânia. Segundo o relato, o episódio ocorreu no sábado (21), enquanto ela estava em um carro de aplicativo.

A artista, que interpreta Eduarda na novela Coração Acelerado, descreveu a sequência da abordagem e disse que, inicialmente, foi confundida por um policial.

“Essa semana foi muito intensa, fui para Goiânia e lidei de muito perto com o calor do público. Assim que voltei, fui parada de Uber na blitz, a janela estava fechada e ele [o policial] deve ter achado que eu era menino pelo meu cabelo curto”, afirmou.

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De acordo com a atriz, a situação evoluiu para um comentário considerado ofensivo. “Primeiro, ele [policial] falou: ‘Ah, mulher não dá para revistar’. Depois, ouvi ele falar para o colega dele: ‘pergunta onde essa neguinha mora’. Isso foi ontem [sábado, dia 21]”, declarou.

Ao comentar o impacto do episódio, a atriz afirmou que a experiência ocorreu em contraste com o ambiente em que atua profissionalmente.

“Hoje tive uma experiência de trabalho com um set majoritariamente preto e feminino, entregando excelência, horizontalidade, todos bem pagos e felizes em seus cargos, fazendo o que amam”, disse.

Gabz fala de relação com o público

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Ela também relatou interações com o público durante o período recente. “Parecia um sonho mesmo e sei que nosso trabalho estava incrível, pois criancinhas pretinhas me paravam na rua, achando que eu era uma princesa”, afirmou.

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Ao encerrar o relato, a atriz mencionou aspectos pessoais ligados ao momento vivido. “Orixá sabe me salvar, lidar com os novos espaços e novas posições que a vida me dá é desafio também. Eu, há dois anos, nem imaginava. Não sei o que isso tudo pode bater por aí, mas, por aqui, me lembrou que para bom malandro e bom seguidor de Oxossi, prosperidade é coletiva e esperança também”, concluiu.

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