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Após Vale Tudo, Karine Teles desabafa sobre aceitar papéis na TV: "Preciso pagar contas"

Karine Teles expõe as dificuldades da profissão de atriz, comenta a necessidade de sobrevivência no meio artístico e celebra reconhecimento na Mostra de Tiradentes


Atriz Karine Teles ruiva, usando blazer roxo e crachá, com expressão séria em ambiente interno
Karine Teles, a Aldeide de Vale Tudo, admite aceitar trabalhos por sobrevivência: "Preciso pagar minhas contas" - Foto: Reprodução/Globo

Karine Teles, que integrou o elenco do remake de Vale Tudo (2025) no papel de Aldeide, comentou sobre os critérios que utiliza para selecionar seus trabalhos na televisão e no cinema. Homenageada na 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, a atriz abordou a realidade financeira da profissão e a necessidade de conciliar projetos artísticos com a sobrevivência financeira.

Em entrevista à Veja, a artista afirmou que nem sempre possui a liberdade de selecionar apenas projetos que atendam aos seus desejos criativos. “Às vezes eu aceito o trabalho que se apresenta porque eu sou muito profissional, mas ao longo disso eu preciso pagar minhas contas”, declarou.

Mesmo diante da necessidade de manutenção financeira, Teles revelou que estabelece limites éticos e artísticos para sua atuação. Segundo a atriz, houve momentos em sua carreira em que optou pela ausência de trabalho em vez de aceitar propostas que ferissem suas convicções.

“Claro que eu já passei por situações em que eu fui oferecida coisas que para mim era impossível aceitar e fico até hoje às vezes, em situação de não estar trabalhando porque não quis fazer um projeto que eu não acreditava”, admitiu.

Karine não chegou a reclamar publicamente de Vale Tudo, mas diversos nomes do elenco reclamaram. Taís Araújo chegou a ter o papel diminuído após fazer críticas ao desenrolar de sua personagem na história recontada por Manuela Dias.

Karine Teles no cinema

A atriz relembrou que a instabilidade financeira foi, inclusive, o combustível para um de seus trabalhos mais premiados, o filme Riscado (2010). “O filme nasce de uma angústia muito grande de já estar trabalhando como atriz há muito tempo e não conseguir pagar as contas. Realmente, para mim, esse é o filme mais importante”, explicou.

Sobre o momento atual e a homenagem recebida em Tiradentes, Karine Teles destacou o sentimento de validação de sua trajetória. “Eu me sinto vista, respeitada no sentido de ser uma cena. Foi bonito demais, não posso nem pensar, se não começo a chorar e não quero passar vergonha. É muito emocionante”, concluiu.

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