Caso de injúria racial entre Ludmilla e Marcão do Povo chega ao STF; saiba tudo
A longa batalha judicial entre a cantora e o apresentador ganha um novo e decisivo desdobramento
Publicado em 12/01/2026 às 13:00
O STF (Supremo Tribunal Federal) passou a analisar um processo relacionado ao episódio envolvendo o apresentador Marcão do Povo e a cantora Ludmilla, ocorrido em 2017, durante uma transmissão ao vivo na televisão.
A discussão chegou à Corte após o ingresso de uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), protocolada em janeiro por advogados do IDAFRO (Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afrobrasileiras).
O caso teve origem quando Marcão do Povo, então funcionário da Record, referiu-se à cantora como “pobre macaca” durante um programa exibido em rede nacional. Após a repercussão, ele foi demitido da emissora e posteriormente passou a trabalhar no SBT. Ludmilla ingressou com ação judicial por injúria racial.
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Na primeira instância, o Judiciário reconheceu a existência do crime, mas absolveu o apresentador. Na decisão, o juiz considerou o episódio como um caso de menor potencial ofensivo, classificado como “bagatela”.
O magistrado argumentou que a repercussão pública do caso já teria funcionado como punição suficiente, mencionou a necessidade de proporcionalidade em relação à criminalização do racismo e afirmou que o apresentador estaria “exausto” no momento da declaração.
Em janeiro, os advogados Hédio Silva Jr., Silvia Souza e Anivaldo dos Anjos Filho, que representam o IDAFRO, ingressaram com a ADPF no STF. A ação foi protocolada um dia antes da publicação do artigo que revelou o movimento judicial e solicita a suspensão imediata do processo que resultou na absolvição de Marcão do Povo.
Petição de Ludmilla

Na petição, o instituto sustenta que a decisão judicial representa “um exemplo típico e recorrente de julgamento ideológico”, no qual, segundo os advogados, fatos e provas teriam sido substituídos por “ilações e predileções racialistas” por parte de quem aplicou o Direito.
A ADPF questiona a compatibilidade da absolvição com os preceitos constitucionais relacionados ao combate ao racismo.
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O caso voltou ao debate público em dezembro, quando Ludmilla recusou uma homenagem proposta pelo SBT nas redes sociais
“Eu preciso ser muito honesta aqui. Eu não posso aceitar uma homenagem enquanto essa mesma emissora segue dando voz, segue dando espaço, respaldo a pessoas coniventes com a atitude racista. Isso para mim é incoerente e inaceitável”, disse a cantora.
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