Luana Piovani rebate fala de Dado Dolabella e cita Lei Maria da Penha
Atriz contesta versão apresentada pelo ex-namorado e relembra condições da denúncia feita em 2008
Publicado em 15/11/2025 às 18:07
A reação de Luana Piovani às declarações de Dado Dolabella, divulgadas após entrevista concedida por ele na Delegacia do Leblon (RJ), recolocou no debate público o processo de agressão que ela denunciou em 2008.
Em vídeos publicados neste sábado (15) em seus stories do Instagram, a atriz confrontou a versão apresentada pelo ex-namorado e revisitou o contexto jurídico da época, quando a Lei Maria da Penha ainda estava em fase inicial de interpretação nos tribunais.
Piovani iniciou sua manifestação comentando a presença recorrente do ator em entrevistas sobre o caso. “Outra coisa que eu queria falar é sobre o nosso agressor favorito, né? No Brasil, o povo parece que escolhe até gente do mal para ter favorito”, afirmou.
Ela citou o histórico de acusações contra ele. “Já foi denunciado por cinco mulheres e até hoje está dando entrevista de cabelo cortadinho, gente”, ironizou.
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A atriz também criticou espaços concedidos a Dolabella. “O que eu fico chocada é: ‘como é que essa mulher coloca o microfone na boca dele’. Aí vai dizer: ‘aí, tá fazendo o meu trabalho’. Meu Deus do céu, sei!”.
Em seguida, comparou práticas nocivas. “Estou comparando sim. Estou comparando pessoas que liberam uso de agrotóxico nos nossos alimentos também. Todas as pessoas que fazem coisas nocivas para mim estão no mesmo balaio”.
A fala de Piovani foi motivada por declarações feitas por Dolabella na última quinta-feira (13). Na ocasião, ele afirmou que sua condenação no caso envolvendo a atriz teria sido anulada e que o processo teria sido influenciado politicamente.
Ele alegou que Piovani teria “entrado em contato com a Dilma, que era presidente na época”, e que a então mandatária teria atuado para restabelecer a ação judicial. O ator também classificou o episódio como resultado de uma “condenação social” e disse que “a voz da mulher tem muito mais força do que a voz do homem” no debate público.
Indignação de Luana Piovani

Piovani rechaçou essa versão. “A ignorância de que a Dilma... Que eu liguei para a Dilma e ela fez uma lei... Olha, meu Deus do céu”, disse. Ela afirmou que o ex-namorado “não basta ser agressivo e violentador de mulheres. É preciso ser também ignorante”.
A atriz relatou ter compartilhado informações para contestar o discurso dele: “Já compartilhei a informação do UOL Splash para que ele pare de passar vergonha com essas entrevistas de quinta categoria e para esse pessoal de quinta categoria que dá espaço para criminoso”.
Em sua resposta, ela também retomou o momento em que denunciou a agressão, ressaltando que o marco legal era recente. “A Lei Maria da Penha saiu em 2006. Eu fiz minha denúncia de agressão em 2008. Então o negócio estava muito novo”, afirmou.
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Piovani disse que houve dúvidas sobre o enquadramento do caso por causa de sua autonomia financeira. “O pessoal achou que, por eu ser independente financeiramente, dona do meu nariz, dona da minha voz, falo o que quero e faço o que quero, eu não merecia receber a proteção da Lei Maria da Penha. Mas, no caso, sou uma mulher e uma cidadã como todo mundo, mas isso não foi pensado”.
As decisões judiciais posteriores reforçaram a interpretação defendida pela atriz. Após reclassificações em instâncias inferiores, o Superior Tribunal de Justiça restabeleceu em 2014 a condenação por violência doméstica, considerando que a Lei Maria da Penha se aplica a qualquer agressão contra mulheres. Na ocasião, Dilma Rousseff comentou o resultado e Piovani agradeceu publicamente pela mensagem.
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