Liberdade

Oruam deixa prisão após decisão do STJ

STJ havia determinado a soltura de Oruam, que levou 3 dias para ser cumprida


Oruam saindo da prisão
Oruam deixou a prisão - Foto: Reprodução/Internet

O rapper Oruam foi liberado na tarde desta segunda-feira (29) da Penitenciária Serrano Neves, em Bangu, no Rio de Janeiro, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que revogou sua prisão preventiva.

A liminar foi concedida pelo ministro Joel Ilan Paciornik na sexta-feira (26) e a Justiça do Rio expediu o alvará de soltura três dias depois, permitindo sua saída.

A decisão do STJ considerou que a fundamentação para manter a prisão preventiva era insuficiente, apontando argumentos vagos sobre risco de reiteração delitiva e possibilidade de fuga, que não justificariam a medida extrema da prisão cautelar conforme previsto no Código de Processo Penal.

Michelle Bolsonaro processa Joice Hasselmann após ser acusada de "amante de Bolsonaro"

Luana Piovani nega indireta para Cintia Dicker e manda recado após polêmica

O ministro destacou que a prisão preventiva é medida excepcional e só deve ser mantida se mostrada indispensável para garantir a ordem pública, a instrução criminal ou aplicação da lei penal.

Apesar da liminar ter sido concedida na sexta, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que só foi formalmente notificada nesta segunda, motivo pelo qual a soltura aconteceu apenas agora. Oruam estava preso desde 22 de julho de 2025 na penitenciária em Bangu. A demora se deu pela necessidade da comunicação oficial e cumprimento dos procedimentos administrativos para cumprimento do alvará.

Além da liberação, foram determinadas medidas cautelares alternativas. Ele terá que usar tornozeleira eletrônica, cumprir recolhimento domiciliar noturno, comparecer mensalmente em juízo e manter endereço fixo. Também está proibido de frequentar áreas consideradas de risco pela Corregedoria e de manter contato com outros acusados do processo. A Justiça proibiu que ele circule por áreas como o Complexo do Alemão, considerado pela polícia como área de atuação da facção criminosa Comando Vermelho.

O caso Oruam

O rapper é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por sete crimes: associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. A denúncia decorre de um episódio em julho, em que ele e outros envolvidos teriam impedido cumprimento de mandado de busca e apreensão contra um adolescente apontado como segurança de chefes do Comando Vermelho. Na ocasião, houve confronto com a polícia, que incluiu lançamento de pedras contra veículos da polícia.

Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, líder histórico do Comando Vermelho, preso em penitenciária federal. O rapper mantém tatuagens em homenagem ao pai e a Elias Maluco, outro integrante da facção, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. Antes de se entregar, O artista negou participação em atividades criminosas em vídeo postado nas redes sociais.

TAGS:
Mais Notícias
Outros Famosos

Enviar notícia por e-mail


Compartilhe com um amigo


Reportar erro


Descreva o problema encontrado