Suspensão?

Justiça do RJ toma decisão sobre show de Leonardo em Teresópolis após ação do MP

Motivo da polêmica seria o cachê de R$ 800 mil do sertanejo


Leonardo sorrindo, de roupa social preta, no palco, sem olhar para a câmera
O cantor Leonardo no palco - Reprodução/Instagram
Por Redação NT

Publicado em 15/09/2025 às 18:35,
atualizado em 15/09/2025 às 18:38

A 3ª Vara Cível de Teresópolis, em decisão desta segunda-feira (15), negou o pedido de liminar apresentado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para suspender a contratação do sertanejo Leonardo para um evento organizado pela Prefeitura de Teresópolis.

Em ação civil pública, o MP-RJ alegou um possível superfaturamento e afronta aos princípios da moralidade e razoabilidade administrativa. Isso porque o cachê do cantor foi firmado em R$ 800 mil, sendo que o município acumula dívidas com hospitais, atrasos salariais e inscrição em cadastros de inadimplência.

Blogueiras brigam ao vivo no SBT e apresentador pede ajuda da polícia; vídeo

Iza revela mudança desde a chegada da filha: "Sou uma mulher mais completa"

A Prefeitura de Teresópolis, por sua vez, usou o argumento de que a calamidade financeira foi encerrada em julho deste ano, depois de algumas medidas de reequilíbrio fiscal, e disse que o valor combinado com Leonardo está dentro da média de mercado.

O órgão também ressaltou que o evento, feira agropecuária Feport, é uma festa tradicional, com verbas dadas majoritariamente por governos estadual e federal. Apenas 0,3% dos recursos sairiam do orçamento municipal.

Show de Leonardo em Teresópolis não foi suspenso

Leonardo Vasconcellos de boné, sério, sem olhar para a câmera
O prefeito Leonardo Vasconcellos - Reprodução/Instagram

Segundo o blog de Ancelmo Gois no jornal O Globo, em sua decisão, o magistrado admitiu que outros artistas famosos, como Gusttavo Lima e Wesley Safadão, chegam a cobrar mais de R$ 1 milhão por show, o que não indicaria superfaturamento no cachê de Leonardo.

A autoridade ainda pontuou que a suspensão do evento traria prejuízos maiores à coletividade por conta dos contratos já firmados e da possibilidade de a festa gerar impacto positivo na economia local.

No fim de semana, o prefeito Leonardo Vasconcellos (União) já havia feito uma publicação sem citar o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e insistido na festa.

"Vai ter educação, vai ter saúde, vai ter cidade bem cuidada e, sempre que possível, vai ter festa também. Porque esse é um compromisso firmado nas urnas com a população e aos olhos de Deus", argumentou.

Em postagem feita no Threads, o prefeito Leonardo completou: "Nosso governo não vai abrir mão de proporcionar ao nosso povo tudo o que foi negado na última década de descaso, silêncio e omissão generalizada".

TAGS:
Mais Notícias
Outros Famosos

Enviar notícia por e-mail


Compartilhe com um amigo


Reportar erro


Descreva o problema encontrado