Morre Giorgio Armani, aos 91 anos
Italiano morreu de forma pacífica
Publicado em 04/09/2025 às 10:59,
atualizado em 04/09/2025 às 11:05
Morreu nesta quinta-feira (4), aos 91 anos de idade, o estilista italiano Giorgio Armani. A nota foi emitida com "infinito pesar" pelo grupo Armani, que anunciou a morte de seu idealizador e fundador.
O Senhor Armanim como sempre foi chamado com respeito e admiração por funcionários e colaboradores, faleceu serenamente, cercado por seus entes queridos, diz a nota. "Incansável, trabalhou até os últimos dias, dedicando-se à empresa, às coleções, aos diversos e sempre novos projetos em andamento e por vir."
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Giorgio Armani foi incentivado por seu companheiro, Sergio Galeotti, morto em 1985, a criar seu próprio império da moda. Armani era filho de um contador e chegou a estudar Medicina, mas não se formou. Passou pelo Exército e sua primeira experiência no métier foi como vitrinista na loja de departamentos La Rinascente, em Milão.
A morte de Giorgio Armani

A nota do grupo fundado pelo italiano escreveu: "Giorgio Armani criou uma visão que, partindo da moda, se estendeu a todos os aspectos do viver, antecipando os tempos com extraordinária lucidez e concretude. Foi guiado por uma curiosidade inesgotável, pela atenção ao presente e às pessoas. Nesse percurso, criou um diálogo aberto com o público, tornando-se uma figura amada e respeitada pela capacidade de comunicar-se com todos. Sempre atento às necessidades da comunidade, envolveu-se em muitas frentes, sobretudo em favor de sua amada Milão".
"Giorgio Armani sempre fez da independência, de pensamento e ação, a sua marca distintiva. A empresa é o reflexo, hoje e sempre, desse sentimento. A família e os funcionários levarão o Grupo adiante, no respeito e na continuidade desses valores."
Por expressa vontade de Armani, seu funeral será privado.
A trajetória de Giorgio Armani
Depois de atuar como vitrinista, entrou para a a Nino Cerruti, onde aperfeiçoou a arte da alfaiataria: ali nasceu sua paixão por jaquetas desconstruídas, tecidos fluidos e silhuetas suaves.
A virada aconteceu em 24 de julho de 1975, quando, junto com o companheiro e sócio Sergio Galeotti, fundou o ateliê na Corso Venezia. Em 1976, estreou a linha feminina e, dois anos depois, em 1978, assinou uma licença com a GFT que permitiu sua expansão internacional. Em 1979 nasceu a Giorgio Armani Corporation.
O ano de 1980 foi decisivo: Richard Gere vestiu um impecável terno Armani em American Gigolo, consagrando o estilista entre as estrelas de Hollywood. Foi a revolução da moda: jaqueta desconstruída e paleta neutra. As mulheres se encantaram com o power suit usado por Julia Roberts, símbolo de toda uma geração.
Nos anos 1980 e 1990, o império Armani cresceu e se fortaleceu: nasceram a Emporio Armani, Armani Jeans, Armani Exchange, coleções de roupas íntimas, óculos e perfumes. Em 2005, estreou a alta-costura com a Armani Privé.
No lado corporativo, nunca fez concessões, nunca vendeu sua empresa e sempre manteve 100% do controle. Seu nome logo se tornou sinônimo de Oscar. Entre 1996 e 2017, vestiu mais de um terço dos vencedores da premiação, de Cate Blanchett, sua musa eterna, a Michelle Yeoh. Também Jennifer Lopez, Jodie Foster e muitas outras estrelas escolheram Armani para o tapete vermelho.
Armani também tinha forte ligação com o esporte. Vestiu a equipe olímpica italiana e desenhou uniformes para Chelsea, Inglaterra e Austrália. Seu compromisso com o esporte se renovou em 2008, com a compra do Olimpia Milano.
Em 2010, inaugurou sua primeira linha de hotéis em Dubai (Burj Khalifa). Em Nova York, abriu uma megaloja flagship e, em 2024, celebrou seus 90 anos e 50 de carreira com um desfile-evento no Park Avenue Armory.
Os prêmios são inúmeros: CFDA (1983, 1987), Légion d’Honneur (2008), título de Grande Cavaleiro (1987), Embaixador da Boa Vontade do ACNUR. Armani foi o primeiro a banir modelos excessivamente magras de seus desfiles e doou para causas ambientais e no combate à pandemia da Covid.
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