Luiz Fux: Quem é o ministro do STF indicado por Dilma e que foi poupado por Trump
Trump não retirou o visto de Luiz Fux
Publicado em 20/07/2025 às 17:22,
atualizado em 20/07/2025 às 17:22
Luiz Fux teve seu nome poupado por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que cancelou o visto de sete ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), enquanto mantém a guerra com o Brasil para tentar salvar o ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão.
Indicado pela então presidente Dilma Rousseff em 2011 para preencher vaga deixada pelo ministro Eros Grau. Magistrado de carreira e professor de Direito Processual Civil, Fux construiu uma trajetória marcada por sua experiência técnica e por um perfil de juiz próximo das chamadas "demandas da sociedade", o que lhe garantiu aprovação segura no Senado e prestígio no meio jurídico.
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Sua trajetória no STF ganhou contornos políticos e controversos a partir da Operação Lava Jato, o maior escândalo de corrupção recente da política brasileira. Em mensagens vazadas na série de reportagens conhecida como "Vaza Jato", que expuseram diálogos entre procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro, Fux aparece como um aliado de confiança da força-tarefa da Lava Jato no Supremo.
Segundo revelações do site The Intercept, o procurador Deltan Dallagnol noticiou aos seus colegas que Fux teria declarado apoio à operação e dito que a Lava Jato “poderia contar com ele”. Em conversas privadas, Fux teria criticado o então ministro do STF Teori Zavascki por repreender Moro durante a divulgação ilegal das conversas entre Lula e Dilma, numa clara postura favorável ao juiz da Lava Jato.
Essa proximidade levantou dúvidas sobre a imparcialidade de Fux enquanto membro da Suprema Corte, já que, como guardião da Constituição, seu papel seria agir com independência e contestar eventuais ilegalidades.
Fux nunca negou o teor dessas conversas e reafirmou seu apoio à Lava Jato publicamente, inclusive durante sua presidência do STF, destacando que “o Brasil não admite retrocesso” frente à operação. Além disso, vazamentos indicaram que ele participou de reuniões discretas com procuradores e empresários para discutir os rumos da Lava Jato e suas repercussões políticas.
Fux e Bolsonaro
Atualmente, Luiz Fux integra a Primeira Turma do STF, responsável por julgar casos criminais e que tem presidido julgamentos contra lideranças bolsonaristas, especialmente processos relacionados a atos antidemocráticos e às investigações da Polícia Federal sobre tentativas de golpe de Estado.
Nessas decisões, sua atuação tem acompanhado a linha da maioria da Corte para manter medidas cautelares e limitar ações do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores radicalizados.
Fux e Trump
Chamou a atenção que, quando o governo dos Estados Unidos anunciou que estava cancelando o visto de vários ministros, apenas 3 estavam poupados. Kássio Nunes e André Mendonça continuaram autorizados a ingressar no país. Os dois foram indicados pelo então presidente Jair Bolsonaro para a Suprema Corte, e o próprio Fux.
Diferente dos dois colegas, ele foi indicado pela presidente Dilma, em 2011, portanto esteve lá por conta de um governo petista e não alinhado com a direita.
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