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Polêmica

Atriz de Malhação vai à polícia e acusa ex de sumir com filho de 3 anos

Defesa do músico nega

Giovana Echeverria e Luiz Carlos Guimarães Salles Neto
Giovana Echeverria e Luiz Carlos Guimarães Salles Neto - Foto: Montagem/Reprodução
Redação NT

Publicado em 02/02/2021 às 15:48:57,
atualizado em 02/02/2021 às 15:59:12

Giovana Echeverria, que fez parte do elenco de Malhação em 2010, procurou a polícia para encontrar o seu filho, Ben, de 3 anos. Segundo a atriz, a criança teria sido raptada pelo próprio pai, o advogado e músico Luiz Carlos Guimarães Salles Neto, que negou a acusação.

Segundo informações da revista Quem, ele é suspeito de ter escapado duas vezes de um cerco feito pela polícia de São Carlos, bairro na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde mora, e em Angra dos Reis, fugindo para não entregar o herdeiro.

A assessoria de imprensa da atriz explicou que o relacionamento com Luiz Carlos aconteceu de 2014 a 2018, e que depois disso ela conseguiu a guarda unilateral do filho. Porém, a partir do último dia 11 de janeiro, Giovana decidiu deixar que Ben passasse 3 dias com a família do ex-marido. Só que passados esses três dias, Luiz não teria devolvido o menino e nem respondido mais.

Ainda segundo a equipe de comunicação da artista, a polícia foi acionada após ninguém ser encontrado na casa do músico. Ele teria fugido com o garoto nos braços por dentro da floresta da Tijuca, que fica próximo ao local onde mora. Tudo isso durante o mandado de busca e apreensão da criança.

Após um período com paradeiro desconhecido, no último dia 28, Giovana Echeverria localizou os dois em Angra dos Reis, e com isso, um novo mandado foi expedido. A segunda operação aconteceu na última sexta-feira (29), com a presença de policiais civis e militares, e de um oficial de justiça. Mas sem sucesso, já que o pai e a criança sumiram de novo.

Os advogados Daniel Bialski, Bianca Papin e Luiz Claudio Guimarães, que estão representando a ex-atriz de Malhação, emitiram o seguinte comunicado:  "A Justiça de São Paulo concedeu a guarda do filho à Giovana Echeverria e determinou a busca e apreensão do menor que se encontrava indevidamente com o pai. Quando foi suscitado o conflito de competência junto ao STJ, a Justiça paulista apenas suspendeu o cumprimento da carta precatória para a busca e apreensão do menor, tendo em vista existir decisão do Tribunal do Rio de Janeiro determinando que o filho permaneça no estado do Rio de Janeiro, mas não revogou a decisão que concedeu a guarda à mãe. Importante deixar claro que a Justiça do RJ indeferiu o pedido do pai de obter a guarda unilateral do filho".

Ex da atriz de Malhação nega acusação

O advogado Armstrong Cosme de Oliveira, que é um dos representantes da família de Luiz Carlos, contou que o seu cliente não está descumprindo a lei, alegando que os mandados foram cancelados. Além disso, emitiu um comunicado, com detalhes do caso. Confira:

"A defesa do pai do menor, o cantor e compositor Luiz Carlos Guimarães Salles, conhecido como Tank, esclarece que ele não é foragido, jamais agrediu a ex-companheira e não raptou o próprio filho. No último dia 25, o pai recebeu decisão favorável do ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em disputa pela guarda do filho de três anos, que teve com a atriz Giovana Echeverria. Dois dias após a decisão da instância superior, o Juiz Homero Maion, da 6ª Vara da Família e das Sucessões de São Paulo, revogou decisão anterior que concedia a guarda provisória à mãe. Portanto, é falsa a informação de que o pai do menino está foragido com a criança. Em outra decisão, do mês passado, o TJRJ impedia que a atriz se mudasse do Rio de Janeiro, sob pena de perda da guarda em favor do pai. A mãe descumpriu esta decisão. Ela também nunca informou os endereços de São Paulo e já sumiu durante dois meses com o menor, levando a criança à Bahia sem informar o endereço.

Além disso, até a presente data não informou qualquer endereço legítimo no Estado do Rio de Janeiro. A atriz é, ainda, investigada pelo crime de falsidade ideológica, no procedimento penal nº 0152021/041138-06, pois em menos de três meses informou quatro endereços diferentes em documentos públicos e privados. O menino possui fortes vínculos com a família paterna, que também arcou com todas as despesas da criança e de sua mãe durante dois anos. Levá-lo para outro Estado, para longe de pai, avós, tios e primos, seria uma crueldade com a criança, segundo a avó. Pior ainda, como a mãe já fez: sem informar o endereço ou as condições de habitabilidade do menor. A atriz ainda é investigada pelos supostos crimes de maus tratos, abandono material e abandono intelectual nos autos do procedimento penal nº 0152021/041314-02. O pai percebeu um corte na língua do filho e o levou a um hospital, onde médicos o advertiram de que a causa poderia ser má-alimentação e estresse.

O filho tem se queixado ainda de que a mãe o deixa com estranhos em São Paulo. A Polícia Civil também investiga o possível crime de abandono intelectual, pois a mãe teria deixado uma dívida enorme na creche, mesmo recebendo todo mês o dinheiro da avó paterna. Os advogados do cantor na área de Família, Armstrong Cosme de Oliveira e Mayse Azeredo, estão perplexos e consideram que a conduta da genitora é de tentar desabonar a imagem do ex-companheiro, o que configura alienação parental e pode gerar a perda definitiva da guarda. Eles acreditam que a atriz, que nunca desempenhou papéis de destaque, tenta se promover às custas do processo judicial, o que explicaria ela ter procurado a imprensa, com falsa narrativa, uma vez que nem mesmo obteve decisão favorável na justiça. O processo corre em segredo de justiça e os advogados do músico buscam a realização de um acordo para preservar a integridade física e psicológica do menor.

A regra é a guarda compartilhada e isso poderia ser ajustado livremente pelas próprias partes, sem necessidade de uma disputa judicial. Até novembro de 2020, a guarda da criança jamais havia sido objeto de discussão. O desentendimento surgiu quando a mãe decidiu sem prévio aviso se mudar para São Paulo, levando o filho, sem deixar o endereço. O pai está respaldado pela Justiça do Rio de Janeiro, não compreende como uma busca e apreensão, com policiais portando fuzis, possa ser feita sem mandado e teme entregar a criança à mãe, que já desrespeitou antes a Justiça e omite seu real endereço".

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