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Flamengo é processado em R$ 100 milhões por racismo estrutural

Entidade processo o time do Flamengo por racismo histórico


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Flamengo é processado por racismo - Foto: Reprodução/Internet
Por Daniel César

Publicado em 26/08/2025 às 20:52,
atualizado em 26/08/2025 às 20:52

A Educafro, associação civil que atua pela igualdade racial no Brasil, ingressou com uma ação civil pública contra o Flamengo na Justiça Federal do Rio de Janeiro. O processo, que tramita desde a semana passada, acusa o clube de praticar racismo estrutural em suas políticas administrativas e pede indenização de R$ 100 milhões por danos morais coletivos.

Segundo o jornalista Ancelmo Góis, no documento de 38 páginas apresentado à Justiça, a Educafro cita exemplos de discriminação considerados “velados” dentro da agremiação. Entre eles, estão a alegada subvalorização de ex-jogadores negros de destaque, como Adílio e Andrade.

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A ação também questiona a elitização dos estádios promovida pelo clube, com ingressos cada vez mais caros, além de episódios envolvendo a atual gestão.

Em julho de 2025, a associação criticou declarações do então diretor da base do Flamengo, que afirmou que “a África tem valências físicas” enquanto “a parte mental estaria em outras zonas da Europa”. O caso foi incluído na ação como exemplo de postura discriminatória.

Outro episódio citado ocorreu meses antes, quando o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, classificou como “adequado” o discurso do presidente da Conmebol que minimizou casos de racismo nos estádios sul-americanos.

Pedidos contra o Flamengo

Entre as medidas solicitadas pela Educafro estão: a criação de uma comissão de igualdade racial com participação da sociedade civil; a implementação de cotas raciais nos cargos de direção e liderança; a democratização do acesso aos jogos, com a adoção de ingressos sociais no valor de R$ 10.

Segundo Frei David, diretor da entidade, a ação não tem como foco apenas o Flamengo, mas todos os clubes e órgãos do futebol. “Colocar frases antirracistas em camisas ou entrar em campo com faixas não muda nada. Só faz cosquinha no racismo institucionalizado”, afirmou.

A ação segue em tramitação na Justiça Federal do Rio de Janeiro. Até o momento, o Flamengo não se manifestou publicamente sobre o processo.

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