Piolho viaja? Entenda se o bichinho pode ter embarcado no avião com a filha de Luana Piovani e Pedro Scooby
O clínico geral Dr. Anderson Oliveira explica como esse inseto nasce e se multiplica
Publicado em 02/09/2026 às 17:53,
atualizado em 02/09/2026 às 17:55
No meio de mais uma troca de farpas entre Luana Piovani e Pedro Scooby, surgiu um personagem que provavelmente não estava escalado para participar da novela familiar: o piolho.
Ele não tem passaporte, não pega avião e muito menos faz check-in. Mas pode, sim, viajar de uma cabeça para outra e deixar qualquer um de cabelo em pé de tanto medo e asco desse inseto indesejado.
Luana mostrou nas redes sociais piolhos retirados do cabelo da filha, Liz, e aproveitou para criticar os cuidados do ex-marido com os filhos. Scooby respondeu dizendo que a menina já teria chegado de Portugal com piolhos e que eles estavam cuidando da infestação.
Ela rebateu e essa história parece não ter fim. E aí vem a pergunta que interessa a qualquer mãe, pai, avó ou ser humano que tenha pavor de coçar a cabeça só de ler esta matéria: Afinal, piolho viaja?
Viaja sim, mas não da forma normal sentado na poltrona 23A, com fone de ouvido e pedindo água à comissária.
O piolho de cabeça não tem asas e suas pernas não servem para dar saltos como as pulgas, ele se movimenta rastejando pelos fios e passa principalmente de uma pessoa para outra quando existe contato direto entre os cabelos. Crianças, portanto, são alvos frequentes, especialmente durante brincadeiras, abraços, atividades escolares e momentos em que várias cabeças ficam bem juntinhas. E ele se alimenta de sangue.
Então ele poderia ter vindo de Portugal para o Brasil?
Em tese sim, ou a pessoa está com a cabeça com lêndeas ou já infestada com os parasitas. A fêmea coloca ovos, conhecidos como lêndeas, próximos ao couro cabeludo que costumam eclodir em cerca de uma semana, e as ninfas levam aproximadamente mais uma semana para chegar à fase adulta, explica Dr. Anderson Oliveira
Se uma criança estava infestada antes de viajar, poderia chegar ao destino ainda com piolhos vivos. O problema não é a distância percorrida, mas o fato de o parasita estar instalado no cabelo e continuar se alimentando do sangue do couro cabeludo.
Por isso, encontrar apenas um piolho e achar que o problema acabou pode ser um erro. Pode haver ovos e outros parasitas ainda escondidos nos fios.
Vale lembrar que o período de incubação varia de sete dias a três semanas e que o piolho adulto vive aproximadamente 30 dias na cabeça. Fora dela, a história muda bastante: sem conseguir se alimentar, ele normalmente morre em até dois dias.
Ou seja: não é exatamente um viajante internacional independente. Ele precisa de uma cabeça para sobreviver.
E pode pegar piolho em travesseiro, roupa ou toalha?
Pode, mas essa não é a principal forma de transmissão.
O contato cabeça com cabeça é disparado o caminho mais comum. Ainda assim, em situações menos frequentes, o piolho pode passar por objetos que tiveram contato recente com uma pessoa infestada, como bonés, cachecóis, escovas, pentes, toalhas, roupas de cama e até bichos de pelúcia.
Mas calma antes de colocar fogo na casa, saiba que o risco de pegar piolho porque um deles caiu no sofá ou no tapete é considerado muito baixo. O inseto não foi feito para viver longe da cabeça humana. Mas como forma de prevenção é importante lavar e higienizar esses objetos com sabão e água quente.
E uma informação importante: piolho não é sinônimo de falta de higiene, pois qualquer pessoa pode pegar piolho.
A infestação não está relacionada à sujeira da criança ou da casa. O parasita quer sangue e cabelo. O essencial é procurar o melhor método para acabar com eles assim que forem descobertos na cabeça da pessoa.
Então, no caso de Liz, uma coisa é a discussão entre os pais sobre quando e onde a infestação começou. Outra, completamente diferente, é transformar piolho em prova de falta de higiene ou de cuidado.
Atualmente existem vários métodos para acabar com os piolhos que vão desde o tradicional pente fino (que ainda é super utilizado para se tirar as lêndeas da raiz dos cabelos), aliados ás loções e shampoos específicos, até medicamentos orais que podem ser necessários para evitar reinfestação.

Dr. Anderson Oliveira, Médico Clínico e Cirurgião geral, especialista em UTI e Gestão de Saúde