Crise na coluna leva Glenda Kozlowski para o hospital
Ortopedista explica por que a coluna se desgasta e quando o problema se torna preocupante
Publicado em 07/08/2026 às 10:50,
atualizado em 07/08/2026 às 11:09
Após perder os movimentos das pernas e precisar ser internada, apresentadora acende um alerta sobre um problema que pode atingir qualquer pessoa.
Acostumada a uma rotina intensa de exercícios físicos e esportes desde a juventude, Glenda Kozlowski viveu um dos maiores sustos de sua vida recentemente. A apresentadora precisou ser internada depois de sofrer uma forte crise na coluna que a fez perder temporariamente a força nas pernas. O episódio aconteceu dentro de casa e foi tão intenso que ela não conseguiu se levantar sozinha. Após passar alguns dias no hospital, Glenda recebeu o diagnóstico de um quadro relacionado ao desgaste da coluna, iniciou tratamento e agora segue em recuperação.
O caso chamou a atenção justamente porque envolve uma mulher conhecida pelo estilo de vida saudável e pela prática constante de atividades físicas. Mas, segundo o ortopedista especialista em coluna Dr. Carlos Cedano, isso não significa que pessoas ativas estejam livres dos processos degenerativos.
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"Os processos degenerativos da coluna são naturais e vão acontecer com todas as pessoas ao longo da vida, embora em intensidades diferentes. Eles podem atingir diversas estruturas, como os ligamentos, discos intervertebrais, articulações e estruturas ósseas da coluna", explica o médico.
De acordo com o especialista, não existe um único responsável pelo problema. Diversos fatores se somam ao longo dos anos até que os sintomas apareçam.
"Geralmente não há uma causa única. É um processo multifatorial. Predisposição genética, biotipo, obesidade, além de atividades de impacto e de carga, podem contribuir para esse desgaste", afirma.
Apesar de o diagnóstico assustar, a boa notícia é que a cirurgia está longe de ser a realidade da maioria dos pacientes. O tratamento costuma ser conservador e tem excelentes resultados quando iniciado precocemente.
"A grande maioria dos casos responde bem ao tratamento conservador. Durante as crises agudas de dor, recomenda-se uma redução temporária da carga, sem necessidade de permanecer acamado, salvo em situações muito específicas", orienta Cedano.
O ortopedista explica que a recuperação normalmente envolve fisioterapia, podendo ser associada a técnicas como Pilates, RPG e acupuntura. Além disso, manter um peso adequado e fortalecer a musculatura são medidas fundamentais para evitar novas crises.
"A fisioterapia é o principal recurso e pode incluir Pilates e RPG. Outros métodos, como a acupuntura, também podem ser utilizados. Manter o peso adequado, praticar atividade física orientada, fazer alongamentos e fortalecimento muscular são hábitos que devem acompanhar o paciente por toda a vida", destaca.
Segundo o especialista, medicamentos podem ser indicados em momentos específicos para aliviar a dor, enquanto a cirurgia fica restrita aos casos mais graves.
"Em alguns casos utilizamos medicamentos de forma temporária. Já o tratamento cirúrgico é reservado para situações menos frequentes e mais extremas", esclarece.
Ao analisar especificamente o caso de Glenda, o médico acredita que o histórico esportivo da apresentadora pode ter influenciado o surgimento do quadro, mas também representa uma vantagem durante a recuperação.
"A intensa atividade física ligada ao esporte muito provavelmente tem relação com o quadro apresentado por Glenda. Ao mesmo tempo, o fato de ela ser uma atleta é um fator favorável para sua recuperação", conclui.
O episódio reforça um alerta importante: dores persistentes na coluna, dificuldade para caminhar, perda de força ou limitação dos movimentos nunca devem ser ignoradas. Embora o desgaste da coluna faça parte do envelhecimento, o acompanhamento médico e o tratamento adequado podem controlar os sintomas, preservar a qualidade de vida e evitar complicações mais sérias.

Dr. Carlos Cedano - Ortopedista (USP/HC) - Coord. Ortopedia e residência HRC- Especialista em Cirurgia da Mão
e Professor da UNICID