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Cores do luxo em 2026: stylist revela tendência que domina a moda

Especialista da moda aponta como a cor deixou de ser detalhe e virou linguagem de poder na moda: do "quiet luxury" aos tons vibrantes estratégicos


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Cores do luxo em 2026

Existe um movimento discreto, mas extremamente calculado atravessando a moda global, e ele passa longe do óbvio. Depois de temporadas dominadas por excessos visuais e tendências quase descartáveis, o luxo resolveu fazer o que sabe de melhor: parar de gritar e começar a sugerir.

Quem destrincha essa virada estética é o personal stylist Diego Romero, que analisa como as cores de 2026 estão muito além de uma simples tendência. Elas não vestem, essas cores posicionam e deixam a gente com cara de elegância pura.

Afinal, o que é esse tal de Quiet Luxury?

Essa expressão “quiet luxury” significa uma moda sem grande ostentação de logos, de marcas aparentes, uma moda sem muita extravagância. É um tipo de movimento que valoriza uma moda discreta no modo de se vestir e de se posicionar, prezando pela qualidade, ao invés da quantidade e exagero.

“O quiet luxury evoluiu. Sai o minimalismo frio e entra uma sofisticação mais sensorial”, explica Romero.

Traduzindo: esqueça aquele neutro sem graça. Off-white, creme, bege quente e marrom profundo agora assumem protagonismo com status de linguagem. Não são mais coadjuvantes, são discurso.

E tem um tom roubando a cena com muita elegância: o marrom chocolate. “Ele é menos previsível que o preto e mais denso que o bege. É um luxo que não precisa de validação externa”, analisa Romero.

Se antes os tons terrosos iam e voltavam como tendência, agora eles fincam território. Verde oliva, sálvia, cacau e toda essa paleta orgânica deixam claro que o novo desejo não é mais ostentar é pertencer.

É o luxo com cara de natureza, mas com acabamento de passarela, o que significa qualidade sempre.

Couro, tricô, camurça… as texturas entram como aliadas e transformam essas cores em uma experiência quase sensorial.

Mas nem só de discrição vive a moda e nem deveria

Enquanto o luxo aprende a ser mais discreto, ele também pode causar.  E aí entram os pontos de tensão: azul cobalto, vermelho intenso, fúcsia e verdes ácidos surgem como protagonistas pontuais, mas extremamente estratégicos.

“Uma única peça vibrante muda completamente a narrativa do look. A cor deixa de ser decorativa e passa a ser ferramenta”, afirma o stylist.

E o rosa que foi quase cancelado depois do surto coletivo do Barbie? Ele também aparece, mas  em versões mais densas e sofisticadas: em tons blush, rosa queimado e tons de ballet entram para suavizar produções mais pesadas, sem aquele ar ingênuo de antes.

No fim das contas, o que se consolida não é uma cartela fechada de cores, mas uma nova forma de comunicar estilo. Mais inteligente, mais intencional e, convenhamos, bem mais interessante.

Para o stylist Diego Romero, 2026 não é sobre escolher entre neutro ou vibrante. É sobre saber jogar com os dois, e acertar na estratégia.

E se 2026 já mostra essa virada, 2027 promete aprofundar ainda mais o discurso. A cor deixa de ser estética e passa a refletir estado de espírito, intenção e presença.

Porque no novo luxo, a regra é clara: não precisa provar nada.

Só precisa aparecer, e deixar a imagem falar por você, e se o que a gente quer é estar na moda tendo um pouco mais de sofisticação, a regra é simples: menos é mais. 

Cores do luxo em 2026: stylist revela tendência que domina a moda

https://www.instagram.com/dihromero/

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