Catia Fonseca na Dança dos Famosos: Dançou, brilhou e só comeu uma barrinha?
O que a alimentação tem a ver com performance nos palcos (e fora deles)
Publicado em 15/08/2025 às 14:22,
atualizado em 15/08/2025 às 14:40
Depois de um ensaio intenso do Dança dos Famosos, Catia Fonseca apareceu radiante, super casada com a dança, e revelou, com bom humor, que não conseguiu almoçar e só comeu uma barrinha. Já no quarto, foi flagrada comendo macarrão.
Mas será que dá para sustentar uma rotina de treinos puxados assim? Quando o corpo entra no modo “samba, suor e salto”, a alimentação precisa acompanhar o ritmo. E não, uma barrinha não resolve tudo.
Pra entender tudo, conversei com a nutróloga especialista em emagrecimento, Dra. Ana Luísa Vilela, que é pioneira em emagrecimento metabólico no Brasil
Alimentação e atividade física: essa dupla é inseparável
Durante o exercício intenso, nosso corpo queima combustível. Literalmente. E, se não houver nutrientes suficientes circulando no sangue, o rendimento despenca, a fadiga vem mais cedo e os riscos de lesão aumentam. Além disso, a recuperação muscular fica comprometida, e aquele “corpo moído” do dia seguinte dura mais do que o necessário.
Sem energia adequada:
- O desempenho cai
- A queima de gordura diminui
- A massa magra não se desenvolve
- E o humor… ah, o humor vai junto com o glicogênio!
E o ácido lático, vilão da vez?
Sabe aquela dor que vem logo após ou no dia seguinte ao treino puxado? Muita gente culpa o tal do ácido lático, mas ele é mais mocinho do que parece. Ele é um subproduto do esforço, principalmente quando o oxigênio não dá conta da demanda, e serve como fonte rápida de energia.
Só que, em excesso, acidifica o músculo, causa queimação e pode atrapalhar a continuidade do exercício. A boa notícia? Com o tempo e uma alimentação inteligente, o corpo aprende a lidar melhor com ele.
Tem como ajudar o corpo a lidar com o ácido lático com alimentos? SIM
Alguns nutrientes ajudam a diminuir a produção excessiva e a acelerar a remoção do ácido lático, favorecendo a recuperação muscular. Entre eles:
- Magnésio (presente no abacate, amêndoas, folhas verdes): ajuda na contração e relaxamento muscular
- Bicarbonato (naturalmente encontrado no organismo): pode ser estimulado por alimentos alcalinizantes, como vegetais e frutas cítricas
- Ômega-3 (salmão, chia, linhaça): tem ação anti-inflamatória e acelera a recuperação, explica Dra. Ana Luísa Vilela
E o macarrão da Cátia? Salvou o dia?
Sim, em parte. O macarrão (principalmente o integral) é uma boa fonte de carboidrato complexo e é o combustível que os músculos usam como primeira fonte de energia. Comer carboidrato antes e depois do treino ajuda a:
- Preservar massa magra
- Repor glicogênio
- Melhorar o desempenho no treino seguinte
Mas precisa vir acompanhado de proteína, fibras e boas gorduras pra garantir saciedade e recuperação muscular. Macarrão puro e tarde demais? Pode ser pouco, mas já é um começo.
Três alimentos que não podem faltar na dieta de quem começa a treinar forte
- Ovos: ricos em proteína de alto valor biológico e colina, essencial para foco e contração muscular
- Batata-doce ou arroz integral: carboidratos complexos que liberam energia aos poucos e evitam picos de insulina
- Banana com pasta de amendoim: combo perfeito de potássio, gordura boa e energia rápida (ótimo pré-treino!)
Catia pode até ter começado com uma barrinha e terminado com um prato de macarrão, mas seu corpo pediu muito mais. Quando a gente se joga em uma atividade física, seja dança, musculação, crossfit ou uma corridinha de fim de tarde — a nutrição precisa entrar no ritmo, conclui Dra. Ana Luísa Vilela.
Corpo em movimento pede energia de verdade.
Porque dançar é uma arte. Mas dançar com saúde e disposição é pura ciência.

Dra. Ana Luísa Vilela é nutróloga especializada em emagrecimento e longevidade, com mais de 15 anos de experiência na área, referência nacional em nutrologia e se destaca por resultados expressivos em emagrecimento metabólico, com mais de 60 toneladas eliminadas por seus pacientes.
Dra. Ana Luísa é formada em Cirurgia Geral/Bariátrica, Endocrinologia e Nutrição Médica, tendo atuado em instituições como o Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e o Hospital das Clínicas (FMUPS-HC). Ela também foi uma das responsáveis pelo pioneiro Ambulatório de Obesidade em Itapevi, que auxiliou na perda de peso de mais de 9 toneladas em 2 anos.