Opinião

Minha Melhor Amiga é divertido como um story do Instagram

Filme com Ingrid Guimarães e Mônica Martelli estreia nesta quinta-feira (3) nos cinemas


Mônica Martelli e Ingrid Guimarães em cena do filme Minha Melhor Amiga
Em Minha Melhor Amiga, Júlia (Mônica Martelli) e Clara (Ingrid Guimarães) se envolvem em situações hilárias e evocam discussões pertinentes - Foto: Reprodução/Paris Filmes

Ingrid Guimarães e Mônica Martelli levam à telona uma relação já conhecida por seus seguidores com o filme Minha Melhor Amiga, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (3). Atrizes e personagens se confundem: na realidade e na ficção, elas se conhecem de longa data, compartilham as mesmas fases da vida e veem a amizade passar para novas gerações, reproduzida pelas filhas.

O filme é dirigido por Susana Garcia, irmã de Mônica e responsável por outras comédias de sucesso: Minha Vida em Marte (2018), Minha Mãe é uma Peça 3 (2019) e Minha Irmã e Eu (2023). O roteiro é assinado por Tati Bernardi e pelas próprias protagonistas.

Ingrid Guimarães e Mônica Martelli foram elenco de apoio na mesma novela; relembre

Clara (Ingrid Guimarães) e Júlia (Mônica Martelli) estão na faixa dos 50 anos e, para fugir da rotina e dos problemas, resolvem viajar para a Europa. A decisão é tomada depois que as filhas Isadora (Gabi Amaral) e Manu (Giulia Benite) partem para um intercâmbio em Portugal.

Clara está em crise no casamento, enquanto Júlia, divorciada, enfrenta problemas na vida amorosa e na carreira. A viagem leva a dupla a uma jornada de autoconhecimento e descobertas sobre as meninas, com direito a novas paixões, aventuras e uma série de mal-entendidos.

Rodado no Rio de Janeiro, Lisboa e Sevilha, o longa é inspirado em experiências reais vividas pelas atrizes durante viagens com as filhas. As histórias ganharam popularidade por conta dos vídeos compartilhados pelas humoristas nas redes sociais e por depoimentos da dupla em entrevistas.

O elenco também tem Ricardo Pereira, Gustavo Machado, Albano Jerônimo, Alejandro Albarracin, Michel Melamed e Thaila Ayala.

Minha Melhor Amiga
Ingrid Guimarães e Mônica Martelli em cena da comédia Minha Melhor Amiga - Foto: Reprodução/Paris Filmes

A química entre Ingrid e Mônica é o ponto alto do filme. Gera até certo estranhamento as sequências em que elas não estão juntas, soltando gargalhadas sincronizadas. Os momentos em que as atrizes parecem escapar do roteiro dão ainda mais graça às cenas.

Clara e Júlia se envolvem em algumas situações realmente hilárias e, na parte dramática, evocam discussões pertinentes, como machismo e etarismo. Contudo, o roteiro mostra vocação para autoajuda, com inclinação frequente às lições de vida.

Os dilemas das personagens não são apenas abordados, mas explanados e expostos por elas em longas reflexões, quase sempre acompanhados de conclusões que dão respostas prontas ao espectador. É o que limita a complexidade do texto e o espaço para as interpretações do público.

Ainda assim, além das cenas de humor, há passagens comoventes, como aquela em que as duas cantam Tempo Perdido, do grupo Legião Urbana – seria cafona se não fosse linda –, e ainda a singela menção feita a Paulo Gustavo (1978-2021).

Minha Melhor Amiga tem mesmo a profundidade de um story ou de um reel do Instagram, ainda que ligeiro e engraçado, capaz de tirar boas risadas. Assistir ao filme é como seguir as personagens – ou as atrizes – em uma rede social. Claro, na categoria close friends, com direito à intimidade, aos momentos “vergonha alheia” e tudo aquilo que só compartilhamos com os amigos mais próximos.

Assista ao trailer do filme Minha Melhor Amiga:

Imagem da thumbnail do vídeo!

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