Jogada de Risco usa cenas de nudez e sexo para compensar série mediana
Novos episódios da produção idealizada, dirigida e protagonizada por Cauã Reymond chegam ao Globoplay nesta quinta-feira (30)
Publicado em 30/07/2026 às 04:05,
atualizado em 30/07/2026 às 10:47
Jogada de Risco tem gerado burburinho nas redes sociais, mas não pela qualidade dos dois primeiros episódios, divulgados na semana passada. O que repercute são as cenas de nudez e sexo, que parecem usadas para compensar a qualidade mediana da série. Novos episódios chegam ao Globoplay nesta quinta-feira (30).
Idealizada, dirigida e protagonizada por Cauã Reymond, a produção traz o ator como Maurício, um ex-jogador de futebol que agora trabalha como agente de atletas. Com a ajuda da sócia, a advogada Cris (Mariana Sena), ele tenta livrar os jovens de diversas ciladas, protegendo-os dos reveses da fama.
Entre os jogadores em destaque na história estão Luan (Juan Paiva), envolvido em orgias e consumo de drogas; Geraldo (Breno Ferreira), que esconde ser gay para fugir da homofobia em um contexto tão machista; e Vitor (Cauê Campos), que ainda apareceu pouco e cuja história deve ser desenvolvida mais adiante.
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O universo do futebol tem matéria-prima suficiente para uma boa série, com conflitos dentro e fora dos campos, envolvendo equipes técnicas, agentes, empresários, clubes e famílias disfuncionais. Os envolvidos na série parecem perceber tudo isso, mas não sabem como executar em cena.
Vemos muito pouco futebol ali. O foco está nas negociatas, na ostentação e nas “farras” dos jogadores, além de conflitos de ordem pessoal. O esporte em si fica em segundo plano, é um pretexto para os dramas que se desenrolam.
A série apresenta uma grande quantidade de personagens, mas não se aprofunda nem aproveita o potencial de nenhum deles. Com um total previsto de oito episódios – curtos, com menos de 40 minutos –, já se pode prever que dificilmente todas aquelas figuras serão devidamente exploradas até o fim.
A princípio, as personagens femininas são as mais prejudicadas. O espectador tende a querer ver mais de Rita (Letícia Colin), cafetina que atende os jogadores, e Regiane (Maria Bopp), jornalista esportiva sem escrúpulos. A garota de programa Daniele (Bruna Griphao), por enquanto, só apareceu transando.
Um ponto positivo no elenco é a presença de Marcos Frota, ator bissexto no audiovisual nos últimos anos. Ele interpreta Valdemar, pai de Maurício, com quem tem uma relação conturbada. É uma das figuras mais interessantes da história, e espera-se que seja mais desenvolvido nos episódios a seguir.
Os episódios curtos dão dinamismo a Jogada de Risco, mas também impedem que o enredo seja devidamente explorado. Principalmente se considerarmos que boa parte desse tempo é dedicado às sequências de intenção sexual.
Há certa ousadia em algumas dessas cenas, o que é muito bem-vindo. Contudo, diante da fragilidade da dramaturgia, parecem saídas fáceis para atrair as atenções a uma série essencialmente fraca, sem capacidade para mostrar algo além de atos libidinosos e corpos nus.
Jogada de Risco tem criação de Thiago Dottori, Sofia Maria e Cauã Reymond e direção artística de Bruno Safadi. Dois episódios serão divulgados por semana, sempre às quintas-feiras, até 13 de agosto.
Assista ao trailer da série Jogada de Risco, do Globoplay: