O legado dos bordões nas novelas que caíram na boca do povo
Bordões das novelas da Globo marcaram gerações, viraram memes e caíram no gosto popular; relembre frases icônicas
Publicado em 21/09/2025 às 09:50
Os bordões sempre foram uma marca registrada das novelas da Globo, ajudando a imortalizar personagens e a criar uma conexão ainda mais forte com o público. Muitos deles transcenderam a ficção e caíram no gosto do público, sendo usados no dia a dia e se tornando parte da cultura brasileira, uma forma da novela cair na boca do povo e se popularizar.
Quem não se lembra do "Tô certo ou tô errado?" de Senhozinho Malta (Lima Duarte), em Roque Santeiro, obra de Dias Gomes escrita com Aguinaldo Silva, ou do clássico “Não é brinquedo, não” de Dona Jura, Solange Couto, em O Clone, de Glória Perez?
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Essas frases icônicas, repetidas exaustivamente pelos personagens, grudavam na mente dos telespectadores e se tornavam motivo de brincadeiras e imitações.
Os bordões têm o poder de resumir a personalidade de um personagem, expressar um sentimento ou uma situação de forma concisa e memorável. Eles criam uma identidade para a novela e geram um senso de familiaridade com o público, que espera ansiosamente pela repetição daquela frase tão característica.
Além disso, a repetição constante ao longo dos capítulos contribui para que o bordão se fixe na memória coletiva. Apesar dos debates sobre a atualização do gênero, os bordões continuam sendo um elemento relevante, embora pouco usados pela nova geração de autores.
Uma pena, já que eles funcionam como um elo com o passado, homenageando a tradição das telenovelas brasileiras, ao mesmo tempo em que podem se adaptar e ganhar novas roupagens.

Em suma, os bordões das novelas da Globo são mais do que simples frases: são elementos culturais que enriquecem a narrativa, marcam época e se perpetuam na memória afetiva dos brasileiros.
Relembre algumas dessas frases inesquecíveis:
- "Cada mergulho é um flash" - dizia Laura Prudente, em O Clone.
- "É felomenal!" - frase de Giovanni Improtta, em Senhora do Destino.
- "Percebe?"- repetia Gustinho, de Torre de Babel.
- "Eu sou chique, bem!" - ostentava Márcia, em Chocolate com Pimenta.
- "Mistééério!" - refletia Dona Milú, em Tieta.
- "Oxente, My God" - debochava Maria Altiva em A Indomada.
- "É justo, é muito justo, é justíssimo" - refletia Coronel Belarmino, em Renascer.
- "A culpa é da Rita!" - justificava Carminha em Avenida Brasil.
- "Eu salguei a santa ceia" - lamentava Felix em Amor à Vida.
- "Eu sou rica" - afirmava Norma em Beleza Pura.
- "Sou uma mulher de catiguria" - soltava Bebel em Paraíso Tropical.
- "Te mete" - Raquel sempre repete no remake de Vale Tudo.
E você, qual bordão tem o hábito de repetir até hoje?