O fator G: Por que a direção de A Nobreza do Amor está roubando a cena?
Em A Nobreza do Amor, sequência dramática e olhar apurado da direção mostram que o sucesso de uma novela vai muito além do elenco e dos autores
Publicado em 29/09/2026 às 09:07,
atualizado em 29/09/2026 às 10:28
Quando a Globo coloca no ar uma boa novela, o destaque costuma recair quase sempre sobre o elenco e os autores. Não por acaso: são dois pilares essenciais para qualquer produção que deseja fazer sucesso. No entanto, existe um terceiro elemento, de função igualmente vital, que quase sempre fica longe dos holofotes: o diretor.
Nos capítulos de sexta-feira (25), sábado (26) e segunda (28), A Nobreza do Amor exibiu um marco importante de sua história: a morte do coronel Casemiro (Cássio Gabus Mendes).
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E diante das telas, o público presenciou uma das melhores sequências que a televisão já produziu: sensível, emocionante e de extrema qualidade. E toda essa entrega tem a assinatura de Gustavo Fernández, responsável pela direção artística da trama criada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Júnior.
Na cena em que Casemiro morre e é abraçado pelos filhos e pela esposa, o destaque vai para as atuações de Nicolas Prattes (Mirinho) e Fabiana Karla (Graça), que conseguiram transmitir com precisão a dor da perda. Pura dramaturgia.
Mas o grande toque final veio no capítulo seguinte, no sábado: quando Tonho (Ronald Sotto) é avisado da morte do coronel, o caixão surge imediatamente em cena e ele grita em direção a ele. É impossível não se emocionar.
E mesmo depois de assistir à cena duas ou três vezes, você se emociona da mesma forma. Isso aconteceu comigo.
A Nobreza do Amor tem "fator G"
No desdobramento da morte de Casemiro, no capítulo de segunda-feira, a cena em que Mirinho se senta no lugar do pai à mesa é um exemplo perfeito. Um detalhe simples que ganhou um destaque primoroso da direção, deixando claro para o telespectador a virada na trajetória do personagem e a sua nova posição na família.

Eu classifico esse lado criativo de A Nobreza do Amor como o "fator G" , uma referência carinhosa às iniciais de Gustavo Fernández, que comanda a direção artística da novela ao lado de uma equipe simplesmente formidável.
Não é de hoje que percebo em A Nobreza do Amor algo que vai muito além de apenas filmar a novela: as cenas sempre trazem uma sacada diferente, seja no enquadramento ou na direção do elenco, sendo nítido que tudo foi construído com frescor e organicidade no set. É um trabalho que exige muita sensibilidade.
De tudo o que vejo, A Nobreza do Amor não seria a mesma produção sem a sua direção. Como ninguém faz tudo sozinho, encerro este artigo prestando destaque a toda a equipe técnica: além de Gustavo Fernández na direção artística, a novela conta com a direção geral de Pedro Peregrino e a direção de Ricardo França, Mariana Betti e Igor Verde. Parabéns, vocês arrasaram!