CBF quer R$ 1 bilhão pela Copa do Brasil e coloca Globo sob pressão
Guerra na TV: CBF abre disputa entre Globo, CazéTV e streaming para o ciclo 2027
Publicado em 17/06/2026 às 04:05,
atualizado em 17/06/2026 às 10:43
Enquanto os gramados dos EUA, México e Canadá recebem as estrelas da Copa do Mundo, os bastidores da TV brasileira fervem. O NaTelinha apurou que a CBF já abriu conversas para o próximo ciclo de direitos de transmissão da Copa do Brasil (2027–2030) e a meta é ambiciosa: superar a casa de R$ 1 bilhão por temporada, um salto de 66,6% em relação aos R$ 600 milhões pagos atualmente pela Globo.
De acordo com fontes ouvidas, as negociações para comprar as 4 temporadas devem ser encerradas entre agosto e setembro. O cenário coloca pressão sobre a Globo, que terá que arcar com um pedido bilionário da CBF para manter a exclusividade em todas as plataformas. No último ciclo, a emissora teve que sublicenciar a Copa do Brasil para o Amazon Prime Video ajudar a pagar a conta.
Esse apetite financeiro da entidade tem uma explicação estratégica que vai além da inflação do mercado. Conforme apontado pelo jornalista Marcel Rizzo, do Estadão, a CBF está promovendo uma reformulação drástica no formato do torneio.
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A competição está se tornando gigantesca e hipercompetitiva, expandindo o número de participantes para mais de 120 clubes. Além disso, a dinâmica muda: as quatro fases iniciais passam a ser em jogo único (gerando forte apelo de "mata-mata" desde o início), os times da Série A entram todos juntos na quinta fase, e a grande final também passará a ser decidida em partida única.
Novo formato da Copa do Brasil parecido com a Conmebol
Essa mudança de formato muda completamente o jogo comercial. Inspirada pelo modelo de sucesso adotado pela Conmebol na Libertadores, a CBF planeja fragmentar os direitos em múltiplos pacotes competitivos. O objetivo é arrecadar mais fatiando a competição entre TV aberta, TV fechada e plataformas de streaming.

Esse cenário pulverizado é o combustível perfeito para acirrar a disputa bilionária entre as TVs como Globo, SBT e Record, e veículos digitais como a CazéTV, Disney+ e o Amazon Prime Video.