Globo se arrisca de forma histórica levando Virginia Fonseca para a Copa do Mundo
A Globo contratou Virginia para o Domingão na Copa, mas a investigação da PF envolvendo a influenciadora levanta riscos de credibilidade para o seu brand safety
Publicado em 10/06/2026 às 05:27,
atualizado em 10/06/2026 às 09:09
A Globo contratou Virginia Fonseca para produzir conteúdos sobre a Copa do Mundo no Domingão com Huck. No entanto, a influenciadora se tornou alvo de uma investigação da Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro em seus negócios. Nesse cenário, a emissora acaba colocando em risco o cuidado com o brand safety de seus programas.
Quando a Globo leva uma personalidade para um programa, a imagem pública dessa pessoa impacta diretamente na percepção da marca. A emissora é conhecida no mercado pelo rigoroso cuidado com a qualidade do conteúdo do seu portifólio.
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Mas o que é brand safety? É basicamente o cuidado para evitar que a marca seja associada a escândalos, polêmicas ou conteúdos negativos que possam “queimar o filme” dela na Globo.
O problema Virginia na Globo
Se Virginia Fonseca está sob investigação pela PF, isso não significa automaticamente que ela seja culpada, mas pode gerar associação prejudicial para a emissora. Além disso, alguma atualização sobre o caso pode explodir no meio da cobertura da Copa do Mundo.

Ou seja, com todas essas questões, a Globo pode ser criticada por dar espaço a alguém envolvida em uma investigação séria. Como resultado, patrocinadores e anunciantes podem se preocupar com a associação e até rever contratos.
Vale a pena correr tantos riscos apenas para se associar a Virginia em busca de reforçar uma imagem jovem e popular? A Globo não precisa disso; em outros tempos, essa possibilidade sequer seria cogitada. Como será que o setor de compliance da Globo avalia esse cenário?
Virgínia Fonseca no alvo da Polícia Federal
Segundo reportagem da Record, exibida no Domingo Espetacular do último fim de semana, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontou movimentações nas empresas de Virginia que poderiam indicar irregularidades.
Além disso, a revista Piauí contou a origem da We Pink, empresa de cosméticos ligada a Virginia Fonseca. O negócio começou com a Pink Lash, de Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile, que receberam investimento de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC e viúva de Wagner Ferreira da Silva, integrante da facção em Santos.
“Em relação aos meus sócios, tenho confiança, porque nunca me deram nenhum motivo para eu pensar o contrário, desde quando nos conhecemos", explicou Virginia Fonseca à revista ao ser perguntada sobre ela sabia da origem da Pink Lash, que deu origem a We Pink.
"Não há qualquer irregularidade ou movimentação ilegal nas operações da influenciadora. Identificar movimentação atípica em relatório financeiro não significa, por si só, existência de irregularidade", disse a defesa de Virginia ao Domingo Espetacular.