Caso Deolane Bezerra: perfil da influenciadora pode ser derrubado por pedido do MP
MP-SP avalia suspender conta de Deolane Bezerra nas redes sociais por suspeita de apologia ao crime
Publicado em 27/05/2026 às 04:44
O Ministério Público de São Paulo está analisando a possibilidade de pedir a suspensão do perfil nas redes sociais da influenciadora Deolane Bezerra. De acordo com fontes ouvidas pelo NaTelinha, existe um entendimento de que manter o perfil ativo pode estar permitindo a prática de apologia ao crime, o que configura violação tanto da legislação brasileira quanto das regras das plataformas digitais.
Com quase 22 milhões de seguidores, o Instagram de Deolane reúne dezenas de fotos que exibem uma vida marcada pelo luxo: carros importados, viagens internacionais e roupas de grife.
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Segundo fontes, esse tipo de conteúdo, quando associado a investigações que apontam vínculos com atividades ilícitas, pode ser interpretado como uma forma de glorificação indireta de práticas criminosas, transmitindo a ideia de que o envolvimento com o crime gera status, riqueza e prestígio social.

Deolane Bezerra presa em SP
Deolane Bezerra está presa desde o dia 21 de maio, após uma investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo apontar supostas ligações dela com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A prisão preventiva foi cumprida em um condomínio de luxo localizado em Barueri, na Região Metropolitana de SP. A defesa da influenciadora Deolane Bezerra nega todas as acusações.
Deolane Bezerra afirma sofrer perseguição
Na última terça-feira (26), uma carta publicada nas redes sociais de sua irmã, Dayanne Bezerra , que também é advogada, trouxe a versão da influenciadora. No texto, Deolane afirma ser vítima de perseguição e sustenta que sua prisão se deve a um valor de R$ 24.500, referente a honorários recebidos no exercício da advocacia.
Confira abaixo o texto na íntegra.
"Bom dia, Brasil, de novo! Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos, afinal até pela morte do Kevin eu fui acusada. Sobre esse processo gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como ADVOGADA). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito.
Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Além do mais, desde o ano de 2022 venho sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso. Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos.
É mentira que tenho 37 empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida. Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos NÃOS para manter meus princípios e minha ética.
Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor. Que segue de cabeça erguida acreditando na justiça. Conto com as orações e o apoio de quem sempre esteve comigo. Mais uma vez, vocês não irão se arrepender. Um beijo a todos! Fé, já estou por aí esperando a próxima injustiça a ser combatida. Vocês não soltem a minha mão, não viu?"