Angélica Ao Vivo faz falta nas noites de quinta e expõe um problema da TV
No ano passado, a apresentadora comandou seu programa ao vivo no GNT
Publicado em 19/03/2026 às 06:54,
atualizado em 19/03/2026 às 10:42
O Angélica Ao Vivo estreou em outubro do ano passado no GNT e, ao longo de 10 episódios, transformou as noites de quinta-feira em um verdadeiro refúgio da TV. A apresentadora conseguiu oferecer um programa de qualidade, apostando em conversas leves, naturais e sem subestimar a inteligência do telespectador.
E foi justamente aí que surgiu um problema: ao mostrar que é possível fazer TV com respeito, conteúdo e espontaneidade, Angélica expôs a carência de programas desse nível na televisão.
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Hoje, a TV sofre não apenas com a falta de bons conteúdos, mas também de apresentadores verdadeiros. Os atuais executivos parecem apostar exclusivamente nas brigas do BBB ou de A Fazenda como estratégia de Ibope, no choro ensaiado de alguns apresentadores que mais lembram atores em cena, ou então recorrer aos programas policiais das manhãs, muitos deles flertando com o sensacionalismo barato.
Angélica consegue algo raro no programa
O Angélica Ao Vivo tem um formato simples: amigos reunidos em uma mesa conversando sobre diversos assuntos. Mas é o talento de Angélica, comunicadora nata, que costura o papo e faz o telespectador se sentir parte da roda, como mais um convidado. Essa conexão é rara e difícil de alcançar, e ela consegue com naturalidade.

Como já escrevi em outro artigo, Angélica tem a habilidade de transformar o básico em algo especial: faz do arroz com feijão um prato gourmet.
Angélica Ao Vivo merecia uma nova temporada, desta vez na TV Globo, e não restrito apenas aos assinantes do GNT na TV paga. A massa também consome qualidade. Enquanto isso não acontece, nossas quintas-feiras seguem mais pobres, carentes de um programa que prove que é possível unir conteúdo e entretenimento sem apelação.