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Em má fase, debates na TV esportiva precisam se reciclar urgentemente

"Eu Paguei pra Ver" analisa os programas na TV por assinatura

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Flávio Gomes, Fábio Sormani, Benjamin Back, Maurício Borges e Osvaldo Pascoal formam o time do "Fox Sports Rádio"
Redação NT

Publicado em 14/01/2017 às 09:47:54

Vamos salvar alguns aqui, porque nem todos são ruins. "Linha de Passe" na ESPN Brasil, "Seleção SporTV", "Noite de Craques" no Esporte Interativo, "Boa Dia Fox" no Fox Sports são um alento.

Mas o objetivo neste texto, e eu até queria que fosse, não é elogiar 100% os debates esportivos na TV por assinatura. Já de algum tempo, muitos programas estão num baixo nível que assusta ao assinante que paga caro.

Muito "eu acho", que não tem base para comentar sobre assuntos de futebol, que eleva o tom absurdamente do nada, para criar a famigerada polêmica. O principal deles é o "Fox Sports Rádio", que impressiona pelo baixo nível, única e exclusivamente feito para gerar factoides.

Porém, escrevo este texto muito por uma situação desastrosa ocorrida nesta semana. No "Expediente Futebol", do Fox Sports, Paulo Vinícius Coelho, um exímio jornalista, argumentou por a + b que pontos corridos era o melhor formato para o Campeonato Brasileiro.

O seu oponente era Fábio Sormani, comentarista que já tem um histórico de polêmica dentro do próprio canal - ele já bradou que houve complô para o Corinthians ganhar a Libertadores em 2012 dentro da CBF por exemplo -, dizendo que não acreditava em informações passadas por PVC, que "ele estava enganado".

Sormani exemplifica um tipo que tem virado comum nestes programas, o chamado "polemiquinho". É o cara que levanta a voz apenas para "provocar", "esquentar o debate", tornar tudo "mais show", trazer a repercussão.

Tem do tipo na ESPN, no Esporte Interativo, até mesmo no SporTV. Virou uma praga, apoiada nos números, que de fato sobem. Porém, antes fosse somente este o problema.

Os debates esportivos também ficam horas a fio discutindo factoides, conversando sem o menor sentido, e não aprofundam as análises. O único que tem fugido a esta regra é o "Bate-Bola na Veia", apresentado por João Carlos Albuquerque na ESPN Brasil.

O objetivo dos debates é aprofundar. E tudo o que eles estão fazendo não é isso. Tem sido raso e de má qualidade. Canais, um pedido para 2017: deixem as polêmicas do nada para lá. Com qualidade, a audiência vem naturalmente.


Gabriel Vaquer escreve sobre mídia e televisão há vários anos. No NaTelinha, é responsável por reportagens variadas e especiais. Ainda assina as colunas "Antenado", sobre TV aberta, e "Eu Paguei pra Ver", sobre TV por assinatura. Converse com ele. E-mail: gabriel@natelinha.com.br / Twitter: @bielvaquer

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