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Propaganda das operadoras de TV paga na TV aberta: contradição?

Enfoque NT

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Foto/ilustração
Thiago Forato

Publicado em 31/08/2014 às 08:57:05

Há alguns anos, é nítida a proliferação da TV por assinatura no país. Os pacotes que as operadoras oferecem se tornaram mais baratos e o serviço deixou de ser um artigo de luxo, sendo encaixado quase como uma necessidade, para fugir da baixa qualidade e pouca variedade de programas da televisão aberta.

O que acontece é que a audiência da TV paga subiu de tal forma, que começou a prejudicar a aberta. E uma das culpadas são as próprias grandes redes, não por exibir atrações ruins ou não oferecerem aquilo que o telespectador quer ver, mas também por fazerem comerciais de suas “concorrentes”. Sim, concorrentes.

Não raramente você está zapeando pelos canais abertos quando se depara com comerciais de grandes operadoras com promoções sedutoras. Até apresentadores fazem merchandising recomendando ao telespectador que assine tal operadora por conta das opções e preço. Mas... Como assim? O futuro assinante de um serviço como este pode nunca mais assistir o tal programa que viu o comercial, já que o leque de opções é assustadoramente maior.

Enxergo tudo isso como um tiro no pé. É fazer propaganda do concorrente. É como dizer para a Eliana pedir para assistir o Rodrigo Faro, e vice-versa. Hoje, seria inútil cortar todos os comerciais deste tipo, a esta altura do campeonato.

Nada disso seria tirar do público o “acesso a informação”, mas é no mínimo contraditório exibirem comerciais promovendo seus concorrentes. Se a audiência da televisão aberta está num pré-sal como um todo, deve-se isso ao acréscimo de assinantes na televisão paga que vem crescendo ano após ano.

Freguês

Depois de derrotar todos os episódios do “24 Horas”, dentre outras várias atrações da Globo ao longo dos últimos cinco anos, inclusive o “Big Brother Brasil”, a Globo programou “O Negócio” para hoje (31), no “Domingo Maior”. Velho freguês do patrão.

Utilidade

Acompanhando a novela “Boogie Oogie”, desculpe a ignorância, mas devo perguntar: qual a utilidade dos personagens Inês (Deborah Secco) e Tadeu (Fabrício Boliveira) na trama? Só servem de escada para Susana (Alessandra Negrini).

Mercado

O preço das televisões 4K no Brasil está despencando. Se há alguns meses era difícil encontrar algum televisor por menos de R$ 15 mil, hoje é bastante comum ver modelos menores por cerca de R$ 5 mil. Tecnologia até o presente momento inútil ao consumidor comum. Só agora o HD está realmente popular, que ainda é inferior ao Full HD.


Converse com o colunista: thiagoforato@natelinha.com.br | Twitter: @Forato_

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