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Enfoque NT: A novela muda a posição de uma emissora

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Divulgação
Thiago Forato

Publicado em 13/12/2013 às 17:34:55

Futebol ou carnaval? É claro que o Brasil é conhecido mundialmente por esses dois itens, mas é fato que o que mais atrai o brasileiro e o prende na frente da televisão, é a novela. Produto que mexe com o imaginário e emoções do público.

Boni já dizia

 “Um programa muda a audiência de um horário. A novela muda a posição de uma emissora”, disse José Bonifácio de Oliveira, o Boni, ex-todo poderoso da Rede Globo, em entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura, ano passado. E não é que é verdade?
 
Em 2004, começaram os investimentos da Record “rumo a liderança” com a novela “A Escrava Isaura”, adaptação de Tiago Santiago e Anamaria Nunes, e embora muito da sua subida no Ibope tenha tido grande demérito do SBT, foi exatamente ali que aconteceu uma reviravolta no panorama do ranking das emissoras abertas.
 
Investindo errado?
 
Silvio Santos “bufou” para a Record e dizia que ela estava investindo errado. E pouco tempo depois, lá estava o canal dos bispos brigando efetivamente pelo segundo lugar, depois de sucessivas falhas na programação do SBT. Quanto mais mexia, pior ficava. E hoje, o feitiço virou contra o feiticeiro.
 
“Prova de Amor”, em 2005 e 2006, só consolidou o núcleo de dramaturgia da Record, chegando a ameaçar por muitas vezes a audiência do “Jornal Nacional”. Nessa época, a "liderança absoluta do segundo lugar" do SBT, já estava com os dias contados.
 
O tempo provou que Silvio Santos estava errado.

Reviravolta
 
Parecia que a vice-liderança nunca mais pertenceria ao SBT. Os investimentos não faziam valer essa expectativa. No que tange a novelas, a emissora adquiriu um valioso material de Janete Clair e produziu “Vende-se um Véu de Noiva” da autora em 2009, sem grande sucesso, bem como as sucessoras de Íris Abravanel e “Amor e Revolução”, de Tiago Santiago, que foi tirado a peso de ouro da Record, e foi um fracasso retumbante.
 
Oras, qual o público alvo do SBT? Aquele que sempre acompanhou o canal? O infantil! Touchê! A produção de “Carrossel” começou e muitos desconfiaram de como a trama reagiria no Ibope. Logo, começou a imensa divulgação e estardalhaço. A coisa começou a mudar um pouco de figura. O SBT apostava todas as suas fichas nesse clássico mexicano, produzido originalmente em 1989 pela Televisa e exibido no Brasil em 1991, com grande sucesso.
 
A novela não chegavaa ter uma hora no ar, mas durante o tempo em que ela foi exibida, era suficiente para que o SBT chegue a ser segundo lugar no prime-time (18h-00h) e e em algumas ocasiões, na média dia.
 
Viram como a frase do Boni faz sentido? Uma novela, mais uma vez, foi capaz de tirar o SBT, mesmo que momentaneamente, do terceiro lugar e do marasmo.
 
“Chiquititas”

Com a estreia de “Chiquititas”, o segundo lugar ficou mais distante para o SBT, que hoje dificilmente chega aos dois dígitos. A Record com seu “Cidade Alerta” desequilibrou e hoje já respira mais aliviada nessa briga. Mas, o policial tem prazo de validade.

“Pecado Mortal”, da emissora de Edir Macedo também não emplacou. Aliás, apenas “Amor à Vida” tem conseguido algum sucesso. O telespectador estaria mais exigente, ou apenas mais disperso em virtude das novas mídias que surgiram?

O fato é que uma novela ainda é um grande diferencial, no fracasso ou sucesso. Determinante para o restante da programação.

A coluna Enfoque NT é diária! Confira todos os dias uma crítica diferente sobre o mundo da TV; relembre todas.


Contatos do colunista: thiagoforato@natelinha.com.br - Twitter: @Forato_

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