Desculpa da Globo para adiar "O Sétimo Guardião" é subestimar inteligência das pessoas

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Publicado em 21/07/2017 às 18:45:34 , atualizado em 21/07/2017 às 19:43:57

Por: Sandro Nascimento

A decisão da Globo de adiar a novela "O Sétimo Guardião", de Aguinaldo Silva, em meio a polêmica dos direitos autorais da trama, e relacionar o motivo às férias da equipe do diretor Rogério Gomes, atual de "A Força do Querer", é subestimar a inteligência do público e do meio artístico. A verdade é que não colou, embora se faça grande esforço para o contrário.

A Globo erra muito pouco no seu segmento. Não é à toa que é líder há tanto tempo. Sempre profissional e servindo como modelo de negócio, o amadorismo passa longe do seu dicionário, principalmente no planejamento das suas novelas. A fila de autores no principal horário da emissora já estava definido há dois anos, junto com sua equipe.

O adiamento caiu como um bomba nos bastidores. Grande parte do elenco de "O Sétimo Guardião" já estava reservado e muitos recusaram propostas de teatro, cinema e fecharam suas agendas para o período das gravações da novela. Por isso, terão prioridades na escalação da trama de João Emanuel Carneiro, que foi antecipada.

Outros atores já contavam com o contrato com a Globo até como um alívio em suas contas. Vale destacar que já existia uma pré-produção de uma equipe de efeitos especiais exclusivamente para história de Aguinaldo. Tudo isso mudou para dar férias ao diretor Rogério Gomes. Dá pra acreditar?

Ainda destaco que o diretor Rogério Gomes e outras equipes na emissora já emendaram outras produções num período ainda menor que "A Força do Querer" e o "O Sétimo Guardião". Não é normal dentro da estrutura da Globo mudar seu planejamento de novelas em cima da hora.

A grande verdade é que toda essa polêmica em torno da autoria da nova novela de Aguinaldo Silva e seu alunos da MasterClass repercutiu na diretoria da Globo e no seu departamento jurídico.

Algumas perguntas ainda precisam de respostas sobre o imbróglio. Afinal, por que os ex-alunos precisam assinar um contrato de cessão de direitos autorais para a emissora produzir a novela? Qual foi a participação efetiva deles na trama? Por que precisaram assinar três contratos?

Seja quais forem as respostas, Aguinaldo Silva sempre será um nome de grande importância na história da dramaturgia brasileira, disso ninguém pode duvidar. Mas o caso ainda está envolto numa nevoa escura cheia de informações truncadas. Bem fez Joana Fomm, que migrou para a RecordTV.

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